Conhecendo Alguns Radioamadores

Por: JOSÉ DULPHE PINHEIRO MACHADO - PY1KJ

JOSÉ DULPHE PINHEIRO MACHADO - PY1KJ

Jornalista Profissional, músico e compositor, professor, mestre da Federação Carioca de Bridge, fundador da Federação Carioca de Bridge, Federação Fluminense de Bridge, Bridge Clube do Rio de Janeiro e Bridge Clube de Niteroi. Foi por várias oportunidades Conselheiro da LABRE/RJ e exerceu o cargo de Diretor Secretário e Diretor Bibliotecário da LABRE FEDERAL. Foi Gerente de Aeroporto da Panair do Brasil S.A., trabalhou na estação de RIO RÁDIO (PPR). Filho do Ministro Dulphe Pinheiro Machado - PY2BET, ingressou na RBR, como classe C, a 3 de agosto de 1940, sendo-lhe então concedido o indicativo de chamada PY1KJ. Fez a cobertura, com PY3BB, das enchentes ocorridas em Porto Alegre-RS, no período de 6 a 14 de maio de 1941, usando um transmissor de 20 w, operando exclusivamente em CW. Garantiu, inclusive, as comunicações com o Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, na época o organismo equivalente a Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL de hoje, recebendo inúmeras manifestações de reconhecimento, dentre as quais, carta de agradecimento da “Standard Oil Company of Brasil”, cuja cópia foi remetida à LABRE, a 14 de maio de 1941.

Salvou seis crianças, graças à remessa imediata de medicamentos adeqüados, merecendo, inclusive, numa dessas oportunidades, o interesse de Sua Excelência, o Governador do Estado do Espírito Santo. Neste particular, faz-se míster ressaltar a ajuda eficaz dispensada pelo S.A.R. Participou de inúmeras redes de emergência, sempre em estreita colaboração com a FAB. Foi convocado, no período de 22 a 30 de abril de 1969, pelo Quartel General/3a. Seção do Ministério da Guerra, para colaborar em radiocomunicações. Orientou o plano de comunicações do Projeto Rondon, integrando sua rede de colaboradores. Fez a cobertura das inundações verificadas na zona da mata. Assistiu a travessia da traineira Alcatraz, fugitiva de Angola, colaborando com o Salvamar e o Salvo Aéreo na busca e final localização do referido barco. Instituiu, via rádio, diversos cursos de radiotelegrafia, conseguindo excelente índice de aproveitamento dos alunos. Proporcionou aos sócios do Grupo de VHF do Rio de Janeiro dez conferências sobre legislação em geral e ética operacional. Efetuou, em 1980, uma coletânea da legislação em vigor na época, específica do radioamadorismo, comentando todos os ítens e exigências governamentais sobre a matéria, no enfoque de sua vivência radioamadorística, administrando nesse sentido diversas aulas aos membros do Grupo VHF do Rio de Janeiro, na faixa de 2 metros. É o autor do livro “O RADIOAMADORISMO PERANTE A LEGISLAÇÃO”, editado pela Aide Editora e Comércio de Livros Ltda., em 1981.