Os pais da Ciência no Ocidente

Por: Pe. Crispim Guimarães

Os pais da ciência no Ocidente

10.Jun.2009

Às novas gerações, procura-se camuflar a grande contribuição científica de pessoas ligadas ao clero católico. Hoje, quero elencar alguns nomes, estes, só de clérigos, porque, se fosse elencar os cientistas leigos ligados à Igreja Católica, que são plenamente Igreja, um ano publicando artigos, ainda seria pouco.

Começo lembrando a contribuição dos monges à agricultura: irrigação, drenagens; no século IV, a criação das letras minúsculas cursivas pelo abade São Martinho de Tours, na França; Foi na Inglaterra, no século XI, que surgiu o Planador, através do Monge Eilmer de Malmesbury, assim como no século XII a descoberta da energia hidráulica é fruto da inteligência dos monges cistercienses, no mesmo século o Papa Gregório XI, criou a universidade autônoma, com título de mestrado, diploma e direito de greve dos alunos.

Por volta de 1320, o arcebispo inglês, Thomas Bradwardine, descobriu a velocidade dos movimentos, o método científico (matemática e ótica) foi fruto de pesquisas de Roger Bacon, frade franciscano; o relógio astronômico, foi descoberta do abade inglês, Ricart de Wallingford, já a cosmologia (duração do ano solar) foi o Pe. Cristovão Clavius que a descobriu, o telescópio de refração foi desenvolvido e as Luas de Júpiter foram descobertas do Pe. Cristoph Grienberger, aproximadamente 1640, o Pe. Giambattista Ricci, determinou a taxa de aceleração de um corpo em queda livre.

Newton cita numa de suas obras a pessoa do jesuíta, Pe. Valentin Stansel, nascido em Praga e morto na Bahia, por volta do ano de 1650, como grande observador de cometas. Pe. Francisco Maria Grimaldi, destacou-se no campo da física, quando, medindo as montanhas lunares, descobriu a difração e natureza ondulatória da luz. É possível verificar, já neste espaço, o quanto a Igreja ofereceu à ciência e poderíamos nominar inúmeros outros, porém, em virtude do espaço, detenho-me em outros poucos, como, por exemplo, Pe. Bartolomeu Lourenço de Gusmão (que nasceu no Brasil, 1685 viveu em Lisboa), foi o grande percursor do vôo em balões, as observações de cometas e hidrodinâmica, teve com um dos maiores cientistas Pe. José Monteiro da Rocha, SJ, 1759, da mesma forma, a classificação de gêneros e espécies botânicas pernambucanas é trabalho do Pe. Manuel Arruda da Câmara, no ano de 1792, outra curiosidade importante, a máquina de escrever foi criação do Pe. Francisco João de Azevedo, em 1861, o móvel tinha a aparência de um piano.

Está na moda falar de genética como se a Igreja fosse contra as pesquisas nesta modalidade, como seria contra, se o pai da genética da hereditariedade em 1866, foi exatamente um monge: Gregor Mendel e mais, a radiodifusão e o telefone (telégrafo sem fio) são frutos da inteligência de um brasileiro padre, Roberto Landell de Moura, da mesma forma, o serviço de cosmologia interligado em 1908, tem como inventores os padres Frederick Louis Odenbach e James Mecelwane.

É muito importante que sejamos informados daquilo que a pós-modernidade julga ser seu, como exclusividade, vemos, através destes dados que o conhecimento de hoje se fundamenta nos cientistas de ontem, estes por sua vez, tinham raízes religiosas e nem por isso deixaram de contribuir como cientistas. Assim, quero ressaltar que só estou nomeando os cientistas padres que fizeram descobertas, poderia fazê-lo também com outros que trabalharam e ajudaram a aprimorar tantos outros métodos científicos.

Coordenador de Pastoral da Diocese de Dourados